terça-feira, 23 de junho de 2009

de Rendenção e Hipocrisia.

Bom, hoje senti vontade de tornar a escrever aqui.
Tive uma idéia de "post".
Para aqueles que me conhecem, sabem que eu não falo bem da saga de Harry Potter - ou HP para os intimos - e sabem que durante as conversas sobre o assunto eu desdendo tal leitura.
Pois é.
Venho me redimir hoje, assumir que estava sendo hipócrita. ( ria Júlia, ria!)
Vamos lá então:
Apesar de meus comentários, o que eu penso realmente é diferente. Uma coisa eu posso afirmar com certeza. Não seria o leitor (devorador eu diria) que sou hoje. Não teria o apego e capacidade de apreciar um bom romance como tenho hoje. E sabem graças a quem? A Rowling e sua maravilhosa saga.
Lembro me como se fosse ontem, o dia em que meu pai disse, "Vinícius, tem um livro muito interessante, e quando eu o achar, comprarei ele para você, é sobre um menino bruxo e fala também sobre a pedra filosofal, o elixir da longa vida!". Vocês não podem saber o que senti quando ele começou a me passar as informações sobre o livro, e assim, pela primeira vez, eu entrei em contato com o mundo de Harry Potter.
Isso em meados do ano 2000, na virada do século e do milênio.
Então, fiquei ansioso para ler o livro. Até que um dia ele me aparece com o livro. Achei tão bonita a capa e os desenhos, a minha versão é a que o titulo tem um brilho verde e a fonte do "Harry Potter" é fina, diferente das mais recentes, que são grossas e douradas, se não me engano.
Uma curiosidade, não fui eu quem li o livro. Meu pai disse que, como incentivo, iria ler para mim. E ele leu, inteiro. Ah! Como eu adorei. Era como um filme apenas falado, e eu apenas visualizava o que ouvia através de minha imaginação fértil.
Gostei muito da história, tanto que enchi o saco dos meus pais para eu ganhar o segundo, A Camara Secreta - na época só estava disponível até o terceiro volume traduzido nas livrarias.
Devorei o livro em pouco tempo. E logo vinha o terceiro. Foi o que eu mais gostei. De todos os que li até agora - até o sexto, porém já comprei o sétimo, graças a uma super promoção que achei na internet. Reli pelo menos três vezes cada um dos três volumes iniciais.
Entretanto, enquanto lia e relia, meu pai me presenteou com outra obra, O Senhor dos Anéis, de Tolkien. O livro era - e ainda é - enorme. Gigantesco. Na época o maior livro que tinha lido tinha sido o Prisioneiro de Azkabam, cerca de umas 300 páginas. A obra de Tolkien tem mais de mil.
Fiquei tentado. No inicio não gostei muito, achei o primeiro capitulo parado, e logo esqueci dele, até saber que iriam fazer um filme sobre, mas isso é uma historia para outro dia.
Voltando, comecei a navegar por outros mares, nunca dantes navegados.
E gostei do que vi e descobri.
E nisso, HP foi perdendo o brilho.
Nisso lançou o filme de HP, fui ver, e não gostei. Foi um pouco antes do meu aniversário, aliás, até o 4° filme, foi assim. Um em cada ano.
Comecei a amar SdA - Senhor dos Anéis - e outras sagas, como a da Sétima Torre.
E assim foi. Depois, continuei a ler a saga de Harry, mas sem muito entusiasmo.
O ultimo que li foi o sexto, minha mãe me deu de presente. Gostei, mas não era mais aquilo que tinha me fascinado no ano 2000.
E quando saiu o sétimo e ultimo, não me interessei em lê-lo. Meu gosto já havia mudado, e fase HP havia passado.
Mas é com saudosas lembranças que me lembro da série, ou do inicio dela, que foi o melhor para mim.



Agradeço a J.K. Rowling, por ter feito de mim o que sou hoje.
Agradeço ao Harry Potter e os outros personagens.
Muito obrigado.

Um comentário:

Geórgia Genestra disse...

Finalmente a redenção!!! hahahahaha

Só começamos a nos conhecer, quando admitimos o que somos, de onde viemos e o que buscamos. Mesmo que os planos mudem com o tempo, são eles que nos norteiam. Um belo texto...e um belo exemplo do meu sogrão para os pais, que venham muitos Vinicius por ai! beijocas gatinho